O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é um dos principais indicadores macroeconômicos do Brasil. Calculado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ele foi criado no final da década de 1980 com o objetivo de ser um indicador abrangente do movimento de preços no país, servindo como uma ferramenta confiável para balizar contratos e investimentos.
Como o IGP-M é calculado?
Diferente de outros índices focados apenas no consumidor final (como o IPCA), o IGP-M é um índice híbrido, formado pela média ponderada de três outros índices medidos pela própria FGV:
- IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado): Representa 60% do peso do IGP-M. Mede a variação de preços no atacado (agricultura e indústria), captando o impacto das commodities e do dólar.
- IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado): Representa 30% do peso. Foca na variação de preços que afeta diretamente o consumidor final (alimentação, habitação, saúde).
- INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado): Representa 10% do peso. Afere os custos do setor de construção civil (materiais e mão de obra).
O IGP-M e a Atualização Monetária
Historicamente, o IGP-M consolidou-se como o índice padrão para a atualização monetária de diversos tipos de obrigações financeiras no Brasil. Ele é amplamente utilizado para:
- Reajuste de contratos de aluguel de imóveis (residenciais e comerciais).
- Correção de tarifas públicas (como energia elétrica).
- Atualização de valores em contratos de prestação de serviços e seguros.
A apuração do IGP-M ocorre entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência, permitindo que os agentes financeiros tenham uma previsibilidade rápida sobre a inflação geral da economia antes do fechamento do mês calendário.